16 de setembro de 2014

Rota das Emoções (Parte II) - De Atins a Ilha dos Poldros

Chegada a hora da continuação da aventura. Após passarmos 3 dias desfrutando da charmosa Atins que já foi descrita anteriormente no blog em 2011. O número de pousadas aumentou e o lugar já ganha ares de mais desenvolvimento, para muitos do vilarejo é um lado ruim, a maioria não quer que o lugar se transforme em uma nova Jericoacoara, o que acreditamos é inevitável. Destaque dessa vez para as aulas de Kite Surf nas escolas locais que cobram em média R$ 90,00 por uma hora de prática, a deliciosa pizza na pousada Maresias e o pôr do sol no bar SandBeach com sua incrível vista, happy hour de caipirinha e ótima música.
Resolvemos sair do local no fim do dia. Barco para Caburé (R$ 15,00 por pessoa) e de lá um 4x4 da empresa Baluarte (R$ por volta de 200,00) nos levou para Tutóia, porta de entrada do Delta pelo lado do Maranhão, passando pela cidade de Paulino Neves, o trajeto leva 2h00. Dormimos na Pousada Jagatá, que possui uma bela paisagem em frente. Como boa opção o novíssimo hotel da Baluarte junto com seu restaurante, o melhor da cidade.
De Tutóia existem alguns passeios, mas optamos somente pelo de barco pelo Delta e se hospedando na belíssima e privativa Ilha dos Poldros. Convém destacar que a Ilha mais bela, com paisagens típicas do Delta, praia deserta e algumas dunas com lagoas iguais às dos Lençóis Maranhenses e também com muitas aves e animais é a reputada Ilha do Caju, porém ela está fechada para visitação por seus proprietários, uma pena!
Mapa do Delta do Parnaíba com suas ilhas

Deixamo Tutóia por volta das 9h00 e partindo para o lindo passeio, com direito a paradas para nos refrescar na água do Rio, ver alguns bichos (macacos, iguanas, capivaras e guarás existem aos montes) e também uma pesca de caranguejo, aconselhamos que seja solicitado um piloto que saiba pegar alguns no mangue, enriquece muito a jornada, porém são poucos os que o fazem. Normalmente há uma parada para almoço na Iha das Canárias que é um ponto de apoio, mas já havíamos previsto almoçar na Ilha dos Poldros. Somente dois funcionários, o Sr Antônio e sua esposa. Ele nos busca na beira de uma braço de rio com um trator (interessante). A diária no local custa em média R$ 450,00 por pessoa com todas as refeições incluídas e com bebida à parte. A ilha é concorrida e cara para muitos, mas o local por si só explica. Imagina você ter uma praia deserta imensa só pra você e amigos ou família, para quem curte fazer um naturismo então, nem se fala. Lindos Bangalôs com boa estrutura, piscina, internet, conforto, ótima comida, cavalos e quadriciclos para aluguel, também pagos a parte, além do visual. Uma palavra descreve os 2 dias que ficamos, fantástico.

30 de agosto de 2014

Rota das Emoções (Parte I) - Trekking de Santo Amaro a Atins

Hora de desvendar a destinação nordestina conhecida por Rota das Emoções. O Trajeto compreende o Parque dos Lençóis Maranhenses (Maranhão), o Delta do Parnaíba (Maranhão e Piauí) e o Parque de Jericoacoara (Ceará). As cidades de base são: Santo Amaro, Barreirinhas, Atins, Paulino Neves e Tutóia (MA); Parnaíba e Barra Grande (PI); Camocim e Jericoacoara (CE). A ideia que parecia complicada, cara e sem chance de crescer se tornou um dos destinos mais procurados da região e não pára de atrair turistas nacionais e estrangeiros.
Como já estávamos escrevendo sobre o Trekking nos Lençóis Maranhenses, decidimos colocar nessa primeira parte da descrição. Caso não interesse uma caminhada dura de 2 ou 3 dias, em média 7 horas por dia, a ida para Barreirinhas ou Santo Amaro fica como opção mais "light". Algumas empresas fazem o pacote, dentre elas a Terra Nordeste, empresa com reputação para tanto com funcionários que falam francês, inglês e alemão.
Rota das Emoções
Acima o Mapa da Rota das Emoções, que pode ser feito nos dois sentidos, nós preferimos de Jericoacoara para Barreirinhas (Santo Amaro é outra opção, mais calma e menos estrutura turística).
Mapa do Trekking
Em Laranja o trajeto de 3 dias
Em azul claro o trajeto de 2 dias mais aconselhado e fácil
Saindo de São Luís para Santo Amaro, em um traslado de ônibus que dura 3h00 até o povoado de Sangue e pode ser feito por algumas empresas, indicamos a Fanttur e a BrTur, custo de R$ 50,00 por pessoa. Saídas às 4h30 e 7h00 da manhã. De lá pegar uma caminhonete, que pode ser adicionada no valor da diária. 25km em 1h30 de trilha de areia com algumas partes alagadas para chegar na cidade.
Resto do dia para aproveitar as Lagoas da Gaivota ou Andorinhas e dormir para partir bem cedo, por volta das 3h30 da manhã, evitando o sol forte junto com um Guia Local que conheça o caminho. Ficamos na Pousada Cyamat, dos irmãos Tiago e Mateus, atendimento simpático e local aconchegante para descansar para o que vinha pela frente. 
Lagoa das Andorinhas em Santo Amaro

Saímos da pousada às 3h30 após tomar o café da manhã improvisado, a pousada nos deixou algumas coisas já que o horário do café começava às 7h00. Um 4x4 até a lagoa das Andorinhas (geralmente qualquer trajeto em 4x4 sai por 200 reais) onde começaríamos a caminhada. Falando no transporte, alguns "espertos" oferecem ir de carro até os oásis, isso é proibido e pode dar um problemão. Tudo correu bem no primeiro dia, não havia muito vento, porém muita água devido a uma boa temporada de chuvas. Atravessar lagoas com a mochila na cabeça pode ser interessante no começo, mas cansa, e muito. Levamos exatas 6h40 até o Oásis (vilarejo) conhecido por Queimada do Britos, almoçamos e fizemos uma "siesta" na casa de um dos moradoresa, o Sr Massu. Comida caseira gostosa, mas um pouco cara (30 reais por pessoa). Por volta das 17h30 partimos para ver o pôr do sol. Os habitantes do vilarejo geralmente dormem em redes, caso não goste é bom se acostumar, 25 reais por uma rede e lençol limpos. Ficamos menos cansados que o esperado.
 
O segundo dia foi moleza, o trajeto mais fácil, apenas 3 horas que separam o primeiro povoado do segundo, Baixa Grande, saímos às 6h00 e chegamos às 9h30, contando uma parada para aproveitar uma linda lagoa perto da chegada. A casa da Dona Rosidete, tem mais estrutura que a anterior, além de mais espaço, um gerador que funciona das 18h00 às 21h30 e um quadriciclo que se pode alugar. Novamente muita boa comida, um Carneiro, iguaria da região. Dessa vez só subimos a duna em frente para ver um lindíssimo pôr do sol. O problema de ter mais estrutura foi que tinham outros grupos que iriam dormir, resultando numa fogueira com uma pequena festa no fim de noite. Como gostamos de agitação, veio em boa hora.

A terceira parte do trekking foi, sem dúvida, a mais difícil. Existem três opções. Indo por Atins, para a Lagoa Bonita (mais próximo de Barreirinhas) e uma que leva para o povoado de nome Sucuruju. Das três opções o mais bonito, mais difícil e com as dunas mais altas é o que leva à Lagoa Bonita. Como iríamos continuar para Jericoacoara, via Atins se tornou mais fácil e também queríamos aproveitar o local, o qual já escrevemos há alguns anos.
Dessa vez saída às 3h00, decidimos andar o mais rápido possível para aproveitar o período sem sol. Paramos por volta das 5h45 para descansar um pouco, passar o protetor solar e aproveitar o maravilhoso nascer do sol, a impressão de estar sozinho no mundo é incrível. Continuamos nossa caminhada por mais 2 horas e não resistimos a uma linda lagoa de água esverdeada e fizemos uma pausa de 15 minutos para um refrescante banho. No final, andamos muito tempo com o mar do lado, dureza foi o vento que estava forte e batendo no peito, claro que isso nos atrasou, esse o motivo de aconselharmos que seja feito no sentido inverso. Chegamos às 9h45 em uma lagoa que ficava a alguns minutos do nosso destino, última pausa para banho e, enfim, chegamos ao nosso ponto de encontro perto da Lagoa Verde, onde uma Toyota nos esperava. A sensação de felicidade quando avistamos a bandeira que serve de marco e o carro é indescritível. De lá fomos levados ao Canto de Atins, onde desfrutamos o famoso camarão (para nós o melhor do mundo) e pudemos repousar depois de mais de sete horas de esforço. A chegada no começo da tarde na Pousada do Irmão nos serviu de vitória e finalmente um lugar com estrutura. Aconselhamos trazer algo para dor muscular tipo o Calminex, as pernas são muito exigidas, no nosso caso a planta do pé foi o que mais sentimos. Duas noites para aproveitar Atins e suas belezas e continuar essa aventura.

12 de julho de 2014

Atenas, Ios e Santorini

Para quitar uma dívida antiga, decidimos, finalmente, postar sobre a maravilhosa, misteriosa, estonteante, espetacular e, tantos outros adjetivos, Grécia. Sem dúvida um daqueles lugares que a tarefa mais difícil é querer voltar pra casa. A vontade foi de nunca mais sair desse pedaço privilegiado da Europa e do mundo.
A viagem aconteceu em Julho de 2012 e como vínhamos da Tomorrowland, ainda procurávamos por animação, mas em um local paradisíaco que também fosse possível descansar, como o tempo e orçamento era reduzido, optamos por Atenas, Ios e Santorini por 7 dias. A maior dúvida foi entre Ios ou Mykonos, mas seguimos a sugestão de uma amiga Irlandesa que tinha passado pelas duas ilhas.
Saímos de Bruxelas para Atenas, mas como tivemos um atraso no voo, nossa estada, que seria de apenas uma noite, ficou ainda mais reduzida. Ficamos hospedados no excelente Eridanus Art Hotel que fica bem perto da Acrópole, apenas 20 minutos de caminhada e possui a melhor vista para um drink. Staff muito atencioso e quarto triplo luxuoso por 89 euros. Infelizmente só aproveitamos a noite para admirar o conhecido cartão postal da cidade. Não só o monumento, mas todo o seu entorno é muito interessante, cheio de lojas, bares com vista pra Acrópole, até um tipo de trem que leva os com dificuldade ou preguiçosos. Ótimo fim de dia, ainda mais sabendo que o dia de verão termina às 10h30 da noite. Como saímos cedo para as ilhas, não pudemos aproveitar o tanto que queríamos, mas tivemos tempo para comer e beber, nossa dica é um bar com nome em grego difícil de escrever aqui que fica na Akamantos, 1.




Sair para as ilhas Cyclades pode ser um pouco complicado, geralmente o Ferry sai bem cedo e o trânsito de Atenas é complicado. Levantar às 5h30 para não correr riscos. Nosso Ferry para Ios sairia às 07h25AM. Localizar a sua plataforma pode ser uma tarefa árdua, mesmo com os guardas com apito e muita gente para instruir, uma loucura, claro que fora do verão europeu não deve ser assim.
Conseguimos tirar de letra e com 50 minutos adiantados estávamos no conforto da embarcação. Aliás, muito surpresos com o ótimo conforto encontrado na Blue Star Ferries para aguentar as quase 7 horas de viagem até o destino. Vários preços e opções de categoria, pegamos uma intermediária (Air Seat Lounge), por volta de 40 euros. Há também outra companhia que indicamos a Sea Jets que possui uma espécie de lancha mais rápida e mais cara que faz o mesmo percurso em 5 horas aproximadamente.





Ios atendeu todas as expectativas desde o início, beleza, agitação, gente bonita, povo receptivo e a preço barato. Uma versão mais light do carnaval, festas no centro à noite e durante o dia a animação é na praia de Milopotas, destacando um dos melhores Beach Clubs que já fomos, o Far Out, que também é hotel, nele as coisas esquentam por volta das 4h00 da tarde, nos hospedamos no Psili Ammos que fica em em frente, com uma melhor vista da praia, aconselhamos o local, serviço impecável com um ótimo restaurante e simpatia do staff invejável.
Aconselhamos alugar um quadriciclo (25 euros por dia) ou scooter (15 euros por dia) para se locomover. A ilha inteira é linda, acordávamos por volta das 9 para aproveitar o sol, conhecer a ilha, fazer algum esporte náutico ou simplesmente dar umas voltas de quadriciclo. Visitamos todas as praias da ilha. Voltávamos pra Mylopotas pra aslmoçar e por volta das 3 da tarde já começava a parte mais agradável, diversão na Far Out, que lugar incríverl! Por lá ficávamos até as 8 da noite. Retorno pro hotel, banho e nos mandávamos para o centro de Ios. Vários bares e pequenos clubs, os nossos preferidos: Rehab, Slammer, Disco 69 e Blue Note. A pegação rola solta na ilha inteira, melhor no Far Out com mulheres lindas e com pouca roupa, casais talvez não gostem de visitar durante o verão. Os 3 dias que ficamos não foram suficientes, aconselhamos 5.






Depois de tanta coisa boa, quase não tínhamos vontade de deixar o local, mas deveríamos visitar a mais conhecida das ilhas. Santorini, que fica a 30 minutos de barco, saímos por volta de 1h00 da tarde, bem menos cansativa que a anterior.
Bem perto da chegada da ilha damos de cara com uma das mais lindas paisagens que já vimos, as construções bem no topo dos rochedos com o mar turquesa deixa muitos de boca aberta. Desde o porto já notamos a diferença em relação à Ios, uma ilha bem maior, com muito mais pessoas, a decisão foi de alugar um carro dessa vez (170 euros por 3 dias um Nissan Mica).
Queríamos ter ficado em Fira (pra quem quer estar na agitação), Imerovigli ou Oia (mais belas vistas da Ilha). Porém conseguimos um bom preço no Hotel Grand View (187 euros o triplo por 3 dias) e não ficamos decepcionados, aliás, muita sorte na escolha dos hotéis dessa viagem. Tanto que o primeiro dia ficamos apenas descansando e tomando uma vodka até o fim do dia na beira da piscina. À noite, 15 minutos de carro até Fira, que possui, na nossa opinião, as melhores opções de restaurante e barzinhos. Lá experimentamos alguns pratos típicos mais sofisticados. O que mais difere Santorini é a ótima estrutura turística, incluindo academia, casa de massagem, dentre outras coisas. O local também tem uma atmosfera mais familiar, menos jovem e menos "party" que Ios.
Vale muito a visita para as praias vermelha, negra e branca, que ficam no sul da ilha, num passeio de um dia quase todo. Na primeira vez, fomos a Oia no fim do dia, o pôr do sol mais lindo que vimos até hoje, mas as cores durante o começo do dia são lindíssimas, principalmente para quem deseja fotografar.
Santorini exige certo preparo físico para andar pelas ruas e escadarias, em Fira existe o aluguel de burros e um teleférico. Outro passeio bom é o da Caldera, o vulcão que originou a ilha. Para os que gostam de degustar um vinho, a ilha é grande produtor de um vinho branco delicioso. Não falta o que fazer. Todos os ingredientes para uma estada inesquecível em um lugar maravilhoso. Nos apaixonamos completamente pela ilha, a vontade foi de ficar pra sempre por aqui. Ficou a certeza de que retornaremos um dia, passando muito mais tempo. Aconselhamos 5 a 7 dias, no mínimo. Não temos adjetivos suficientes para descrever esse encantador pedaço de paraíso do nosso planeta. Grécia, deixou saudades.